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segunda-feira, 26 de março de 2012

Impacto psicológico



Os americanos ainda estão sob o impacto emocional da crise financeira de 2008, explicou o economista Dennis J. Jacobe, da plataforma de pesquisa Gallup (www.gallup.com), que realiza enquetes diárias com o objetivo de traçar pananoramas econômicos e sociais com base nas respostas. Segundo Jacobe, a exemplo do crash de 29, a crise financeira de 2008 provocou um impacto psicológico nas pessoas e isso deve durar mais quatro ou cinco anos.

Em 2008, quando questionados sobre como preferem empregar sua renda, economizando ou gastando, 53% dos americanos preferiam economizar e 44% gastar. Já em 2011, 64% preferiam ecomizar contra 36% que ainda preferiam gastar. Para a pergunta era o quanto você gastou ontem, excluindo os gastos de manutenção da casa, gastos com transporte e contas pessoais, em janeiro de 2008, a média era de US$ 106. Já em janeiro de 2012, a média para a mesma pergunta é US$ 63.

Jacobe alertou para o fato de que esses resultados estão repercurtindo em todos os negócios, mas pode favorecer o custom contente, já que o novo cenário obriga as empresas a desenvolverem planos estratégicos para se comunicar com clientes e consumidores, tendo em conta os aspectos emocionais do engajamento deles. Isso é na maioria dos casos mais fácil de se conseguir com a comunicação dirigida do que com a comunicação de massa. O mercado brasileiro é diferente e vive um momento diferente, mas vale pensar sobre isso: o conteúdo de marca pode ser uma solução mais barata e eficiente.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Uma primavera particular

Coincidência ou não, hoje faz exatamente um ano que defendia a minha monografia da pós-graduação.  Estudei o custom publishing, ou o branded content, ou o content marketing, que aqui resolvi abrasileirar e chamar de conteúdo de marca. O tema, a produção de conteúdo informativo ou de entretenimento que tem como premissa os valores de uma marca, continuou martelando na minha cabeça todo esse tempo devido aos conselhos que recebi de levar o assunto adiante. No entanto, acredito que também pesou na balança a dificuldade do processo, principalmente em definir amostra e encontrar literatura sobre o assunto. O fato é que estas inquietações, somadas a algumas reflexões e redirecionamentos que tenho feito nas esferas pessoal e profissional, foram os gatilhos para a criação deste blog.
Passado esse ano, respeitando a pausa que a vida me impôs, retomo o assunto que tanto me fascina. Desta vez, sem o rigor da academia, quero me dar a oportunidade de continuar aprendendo e me surpreendendo, conduzindo o processo de maneira mais autoral. Quero dar continuidade a meus estudos de maneira informal, ir atrás de algumas respostas que ficaram pendentes, rever uns cases que chamaram a atenção e ficaram pelo caminho, conhecer coisas novas. Enfim, dar vazão às minhas inquietações intelectuais e, quem sabe, também ajudar e munir de informação outros estudiosos ou apenas curiosos sobre o tema.
O projeto começa de uma maneira ousada para um pequeno empreendimento pessoal: participo da Custom Content Conference, que começa hoje, em Washington. É o maior encontro das agências norte-americanas que trabalham com o custom content. Estou muito feliz de poder estar aqui e curiosa com o que vem pela frente. Certamente, um adubo poderoso para outras ideias que estão sendo semeadas e hão de florescer em breve. Coincidência ou não, a primavera acaba de começar aqui nessas bandas.
                                                                                                                  
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