Mostrando postagens com marcador International Content Marketing Summit 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador International Content Marketing Summit 2012. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Os 10 princípios do engajamento




Mais uma do International Content Marketing Summit 2012: a apresentação de um estudo conduzido feito para desvendar o que leva uma pessoa ao engajamento (veja o material completo aqui). A pesquisa foi uma iniciativa da agência de RP Weber Shandick e da Canvas 8, uma agência de insights comportamentais e traz as perspectivas de um antropólogo (Dr. Grant McCracken), de um psicólogo (Dr. Oliver Oullier) e de um neurocientista (Dr. Thomas Ramsoy). Vale muito a pena dar uma olhada neste material completo,que traz explicações completas de cada um destes profissionais, além de outros 19 elementos do engajamento, mas por aqui vamos ficar com os 10 princípios, o que já é bem interessante.

1) Engajamento é um recurso finito: o engajemento com uma coisa sempre se dá aos custos de outra. Atenção e esforço são limitados. Prestar atenção requer pouco esforço, já interagir e participar requerem muito. As marcas precisam seer realistas sobre o que elas querem das pessoas e claras na comunicação do que as pessoas podem esperar em troca.

2) Engajamento requer reciprocidade: O engajamento requer tempo, esforço e energia das pessoas. O cérebro processa esse custo em expectativas de recompensa. Marcas que querem alto engajamento precisam oferecer alto retorno. Pode ser um retorno tangível, como um voucher, mas pode também ser algo mais suave e a longo prazo, como a sensação de pertenção ou status. Para atingir este segundo tipo de recompensa, é necessário enteder muito bem o terreno comum entre os objetivos individuais e objetivos de marca.

3) O engajamento não é binário: ele varia de pessoa para pessoa, de contexto para contexto.

4) Engajamento é o que queremos e o que gostamos: os especialistas observam que o nosso cérebro processa todas as decisões como potenciais recompensas orientando-se por dois sistemas: o que a gente quer e o que a gente gosta. O primeiro é conduzido pelos nossos desejos subconscientes e as decisões que vêm dele geralmente são mais a curto prazo. Já as decisões que vêm do que a gente gosta são frutos dos desejos conscientes, de planejamento para o futuro e são concretizadas a longo prazo.

5) Imediatismo gera engajamento: quanto mais imediata for a recompensa, maior o engajamento.

6) As decisões de engajamento são pós-racionalizadas: o melhor dos mundos para as marcas é harmonizar o sistema de decisões número 1 (querer) com o número 2 (gostar).

7) O engajamento pode ser dividido em capturar e construir: a marca captura o cliente no momento da compra, quando ele é orientado pelos seus desejos e necessidades. O uso e a convivência com o serviço ou produto correpondem à etapa de construção do engajamento.

8) O engajamento beneficia-se dos multicanais: o psicólogo Oliver Oullier destaca que a religião é um excelente benchmark para o engajamento. A religão aplica múltiplas camadas de engajamento, uma reforçando a outra. Ela captura o engajamento com narrativa, acessibilidade e uma promessa de recompensa, construindo relações de longo-prazo por meio de envolvimento social, valores comparilhados, integridade e propósito.

9) O negativo sempre supera o positivo: resenhas, associações, experiências, testemoniais e comentários negativos sempre levam mais crédito do que o negativo. Podemos estar positivamente engajados, mas somos fortemente influenciados pela negatividade.

10) Engajamento une experiência com expectativas: toda decisão de engajamento é conduzida pela experiência individual (com uma marca, negócio ou organização) e suas expectativas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Influenciar os Influenciadores


Fãs de How I Met Your Mother ajudaram a agência a criar conteúdo para compartilhar nas redes sociais e aumentar a audiência da atração
 
Durante o Interntional Content Marketing Summit 2012, a Content Marketing Association (CMA) distribuiu uma revista produzida especialmente para o evento, chamada “Open”. Ela é muito boa para quem se interessa por content marketing e storytelling e traz textos  muito interessantes dos palestrantes, que se aprofundam nas informações que eles apresentaram. Foi o caso do Jon King, diretor do escritório londrino da Story Worldwide, agência especializada no storytelling de marcas. Ele não falou na apresentação, mas o texto dele traz um case muito legal de promoção da série “How I Met your Mother” nos Estados Unidos e com um ponto bastante importante para quem quer fazer conteúdo para marcas: é recomendável influenciar primeiro os influenciadores.

O canal que transmite a série “How I Met Your Mother” nos Estados Unidos queria aumentar a audiência entre o público jovem. A ideia era engajar comunidades no ambiente online para chegar aos reflexos desejados na audiência. A ideia da equipe da Story Worldwide foi reunir 25 superfãs da série nas locações da série pela cidade de Nova York e auxiliá-los na criação de conteúdo sobre a atração que deveria ser compartilhado nas redes sociais, partindo da fun page criada para a história, a Your Mother. O estudo de caso completo você pode ver aqui.

Os resultados foram expressivos. Em nove meses, a campanha atingiu 490 mil “curtir” e criou 76 mil diálogos. Os índices de engajamento cresciam entre 10% e 20% ao dia. Ainda hoje, apesar do fim da campanha, o programa ainda tem 1,8 milhão de fãs, com um índice de engajamento (medido pelo PTAT – People Talking About This de 12,5%).

Tem outros pontos no texto de King que vale a pena destacar:

Para sobreviver no novo mundo de audiências promíscuas e fragmentação de mídia, as marcas devem aprender a contar histórias que interessam para criar relações significativas com consumidores. É o que define o novo marketing.

A tecnologia em si não é interessante: o que ela permite é.

Ele também cita uma pesquisa recente intitulada Como a Mídia Social está Mudando a Construção de Marcas, que pontua os fatores críticos de sucesso, aquilo que as marcas precisam ser:

- Confiáveis: elas precisam ser  transparentes e fiéis a seus valores e princípios para construir uma relação de longo prazo com os consumidores.

- Notáveis: precisam ser disruptoras das regras existentes do mercado, com valores novos e únicos.

- Inconfundíveis: precisam se destacar em suas categorias.

- Essenciais: precisam saber comunicar por que seus produtos não podem ser substituídos.

O encerramento também é bom, com algumas regras sobre a contação de histórias de marcas:

- Uma marca deve contar uma história com a qual o público se importe e queira compartilhar

- O público não é fiel a um canal, ele é fiel a talentos.

- Conteúdo é o principal fator de atração

- É preciso contratar gente que saiba como contar histórias.

                                                                

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

10 milhões de marcas competindo pela atenção do consumidor



Pedi autorização para a organização do International Content Marketing Summit 2012, para compartilhar aqui com vocês o vídeo de abertura do evento. É uma graça e bastante informativo. Veja aí:



10 milhões de marcas no mundo competindo pela atenção e engajamento do consumidor

52% dos marketeiros acham que o content é um canal de mídia

54% acham que a importância do content marketing vai crescer nos próximos cinco anos

59% dos consumidores têm mais inclinação a notar produtos e promoções nas mídias da própria marca do que em anúncio nas mídias tradicionais

62% das pessoas que interagem com mídia produzida pelas marcas têm mais inclinação de segui-las nas redes socias

A chave para o conteúdo eficaz é o storytelling: engajar o cliente com diálogos de interesse e entretenimento, ligando o consumidor emocionalmente à marca.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Drops de Londres



Confesso que ainda estou digerindo o tanto de informação e ideias novas com as quais tive contato no International Content Marketing Summit 2012, evento organizado pela Custom Content Association (entidade britânica que reúne as agências que trabalham com custom content) que aconteceu na última quarta-feira, 28, em Londres. Neste primeiro post sobre o encontro, que organizou debates sobre estratégias de conteúdo, monetização, storytelling e criatividade, vou colocar algumas ideias que acho importantes e destrinchá-las em posts futuros.

80% das pessoas que têm contato com o content marketing costuma compartilhar conteúdo. Quanto mais o consumidor interage com o conteúdo produzido pelas marcas, mais ele quer saber das marcas nas redes sociais. A informação é de uma pesquisa da Content Marketing Association, apresentada pelo CEO da entidade, Patrick Fuller.

Influencia: Jon King, diretor geral da Story Worldwide Europe, apresentou um estudo sobre o que mais influencia as pessoas a tomarem decisões de compra. Veja só, na ordem de citações: 92% são influenciadas pelas pessoas que elas conhecem; 70% levam em conta a opinião alheia no universo online; 58% vão pelo conteúdo editorial; 58% pelo website da marca e 50% pelos e-mails marketing que recebem. "O comercial de televisão não aparece no top 5", observou.

Futuro: Melanie Howard, executiva da Future Foundation, que faz pesquisas de tendências em algumas áreas, inclusive coneúdo, deu o mapa da mina: mágica nostálgica, aventura, games e marketing local.

Zero moment of truth: os marketeiros costumavam dividir o processo de compra em first moment of truth, que é a aquisição em si, e o second moment of truth, que é a experiência com o serviço ou produto. Com as redes socias, torna-se cada vez mais importante para as marcas agir no zero moment of truth, quando o consumidor ainda está pesquisando sobre a compra e é possível estabelecer a conversação. É principalmente aqui que o custom content pode produzir os melhores efeitos. "A regra básica é dizer a verdade. Também é importante prestar atenção em como a marca é apresentada ao redor do mundo para as diferentes audiências", disse Brice Bay, CEO di EnVeritas Group. "É importante manter o conteúdo local fresquinho. É assim que uma marca se torna um publisher".

Return on Engagement: Jan Rezab, CEO e Co-founder do socialbakers, destacou que está mais do que na hora de as marcas prestarem atenção em uma sigla muito importante na era das redes sociais: o ROE (Return on Engagement).

Nos próximos posts, mais sobre o International Content Marketing Summit.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...