terça-feira, 16 de outubro de 2012

Formato indefinido

Documentário com ar muito fake é a proposta da websérie da Seda

Recebi um release na semana passada sobre uma websérie da Seda chamada “Isis Valverde Na Real”. Segundo o texto, tratava-se de um documentário inédito em que a atriz Isis Valverde revela momentos de sua vida pessoal. O objetivo da ação é promover os produtos premium da linha Seda Pós Alisamento Químico. Eu fui lá assistir aos vídeos para poder comentar por aqui e confesso que me decepcionei um pouco.

Primeiro porque tenho gostado muito dos cases de custom content que podem contar com a veracidade do documentário, como o da Gatorade que apresentei por aqui, mas neste caso da Seda o que temos são filmes falsos demais. Percebe-se claramente que existe um roteiro por trás e acho que esta indefinição de formato e abordagem é prejudicial e tem menos potencial de prender a atenção do público alvo.  Eu vi dois vídeos e achei bem chato, não tenho a menor vontade de ver os demais. Na minha opinião, todo o poder de atração neste caso fica por conta da atriz, que está fazendo sucesso na televisão, mas é só isso. A marca é inserida de maneira forçada e o filme não prende a atenção. O material completo está no branded channel do projeto. Vejam aí o que acham:

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A menor distância entre duas pessoas é uma história


Jeff Gomez: a história é mais importante do que as plataformas de mídia e a tecnologia no storytelling

No último final de semana, nos dias 28 e 29 de setembro, aconteceu em São Paulo o II Fórum Transmídia, organizado pelo grupo Era Transmídia, do qual a minha amiga Fernanda Nogueira participa. Eu estive lá fazendo cobertura para a Tela Viva e atenta a toda informação que pudesse agregar a meus novos projetos e ao blog. A principal atração internacional do evento foi o Jeff Gomez, CEO da Starlight Runner Entertainment, uma empresa com base em Nova York que se tornou uma das maiores referências mundiais em transmídia e tem no portfólio cases de grandes sucessos do cinema.

Estes dois dias de evento resultaram em um bombardeio de informações que eu ainda preciso digerir, mas vou compartilhar os principais pontos da palestra de Jeff Gome, que abriu o evento citando uma frase que sintetiza bem a proposta do transmídia e do storytelling: a menor distância entre duas pessoas é uma história. Ele destacou que em um mundo onde todo mundo virou um broadcaster, é preciso conhecimento para contar história e usar cada plataforma de mídia como um instrumento para compor uma orquestra. "A audiência combina as peças na cabeça dela", disse. "As pessoas se preocupam com a tecnologia, mas no transmídia, a grande questão é a história, a essência da marca" #ficaadica.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O marketing de busca



Meu livro técnico de cabeceira do momento é o “Optimize – How to Attract and Engage More Customers by Integrating SEO, Social Media and Content Marketing”, de Lee Odden.  Para quem não está familiarizado com os termos, SEO significa Search Engine Optimization e Odden é um especialista nisso. O livro é incrível e a premissa dele é que se há conteúdo oferecido, ele sempre pode ser otimizado. Em “Optmize”, ele explica como as empresas e agências devem fazer o trabalho de contente marketing e de SEO para maiores resultados.
Eu tenho aprendido muita coisa com o livro e mais para frente quero fazer uma resenha por aqui, mas por enquanto acho bem válido compartilhar por aqui o site de Odden, o TopRank blog, cheio de dicas úteis e informações interessantes.  É interessantíssimo para quem gosta de marketing e comunicação, dando ferramentas e sugestões para aproveitar ao máximo o conteúdo no ambiente digital.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mexer com os brios

Com a campanha Keep Walking Brazil, o país se tornou a maior franquia Johnnie Walker do mundo.

Uma das últimas campanhas de mídia tradicional que eu vi e achei capaz de arrepiar cada pelo do corpo de tanta emoção foi a Keep Walking Brazil da Johnnie Walker. O legal foi que no evento da ABA Mídia 2012, eu pude conhecer todo o processo de storytelling e engajamento via redes sociais que aconteceu por trás dela na apresentação de Leandro Medeiros,  diretor de marketing da Diageo, empresa britânica, dona da marca de uísque. Ele disse que uma das maiores conquistas da campanha foi fazer o consumidor fazer parte do seu pacote de mídia.
O comercial, desenvolvido para pegar a onda de progresso do Brasil e tentar mexer com o orgulho que os brasileiros devem sentir neste momento. O filme, de pouco mais de um minuto,  em que o Pão de Açúcar se transforma em um gigante, levanta-se e sai caminhando,  teve superprodução (incluindo a produtora de “Gladiador” no pacote) e foi lançado primeiro para os fãs da marca e depois na TV aberta.  Segundo Medeiros, os brasileiros incorporaram fácil este orgulho e os resultados foram surpreendentes.
A fan page brasileira de Johnnie Walker, que tinha 15 mil fãs, chegou a 1 milhão após o lançamento do filme e virou a maior comunidade da marca no mundo.  A marca investiu 35% a mais em mídia do que o de costume e a visibilidade estimulada foi de mais de 51% segundo pesquisas realizadas, o dobro da média entre as marcas de destilados.
Em um mês, foram mais de 4 mil shares no Facebook, 720 mil views no YouTube e ganhou mídia espontânea em revistas e jornais do País. Foi o ano com o maior resultado em vendas no Brasil, que se tornou o maior País do mundo da franquia.
Por mais problemas que um País tenha e todos os cidadão intimamente sabem que ele permanece lá, olhar para o que está acontecendo com otimismo (não ufanismo), tem se mostrado um método eficiente para que as marcas possam conquistar as pessoas pela emoção de fazer parte de uma determinada cultura, de um determinado momento de sucesso. Isso aparece também em outro case que mostrei aqui, do Peru.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O poder do Like



No evento ABA Mídia 2012, tema do último post, no mesmo painel sobre o consumidor como mídia no qual o Ibope Media apresentou sua pesquisa sobre TV social, André Freitas, diretor de novos negócios da Comscore, fez uma apresentação importante sobre o quanto o Facebook pode ajudar marcas a alcançarem seus objetivos. A rede social tem 82% de alcance na Internet brasileira e é a 6ª propriedade mais visitada por brasileiros, além de ser a propriedade de maior engajamento no Brasil. A maior parte dos números da apresentação diz respeito ao mercado americano. Eu não acredito que haja diferenças enormes em relação ao comportamento do usuário brasileiro, mas vamos lá porque de qualquer maneira os dados vindos de um estudo com as marcas Southwest, Bing e Starbucks podem trazer algumas inspirações:
O usuário faz, em média, 35 visitas por mês à rede social
O usuário passa em média 15,2 minutos a cada visita que faz no Facebook
O tempo médio dedicado por mês ao Facebook é de 540 minutos
No primeiro dia do post publicado, o alcance é de 8,4% em média. Quando a conversa é adequadamente mantida, ao longo de sete dias, o alcance chega a 22,2%
40% do tempo é gasto no newsfeed
Pessoas que estão dispostas a se relacionar com as mercas têm consumo 2,5 vezes maior do que a média no uso do Facebook
O poder de amplificação é grande: em média, 80 outras pessoas por fã, gerando a possibilidade de aumentar entre 20 e 30 vezes sua base de fãs
André Freitas deixou quatro recomendações às marcas que trabalham ou pretendem trabalhar com o Facebook:
1)      Pare de colecionar fãs. Use-os para alavancar suas mensagens e atingir seus objetivos.
2)      Ative seus fãs com relevância.
3)      Quantifique sua “earned media”.
4)      Mensure corretamente a efetividade das suas campanhas sociais.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Curtir e seguir: tem que aprender a conjugar



Na semana passada, nos dias 10 e 11 de setembro, aconteceu em São Paulo o ABA Mídia 2012. É um evento organizado pela Associação Brasileira dos Anunciantes voltado para a discussão de mídia. Eu só participei de um painel bem interessante, intitulado “O consumidor como mídia” para cobertura para a Tela Viva. O Ibope Media apresentou uma pesquisa concluída em agosto de 2012 sobre a TV social, com informações extremamente relevantes sobre os internautas e as marcas que devem servir como diretrizes na criação do custom content.
A pesquisa mostra que 77% dos usuários de rede social curtem ou seguem alguma marca no Facebook ou Twitter. Destes, 68% afirmam interagir mais com as marcas em relação ao ano passado e 85% levam em consideração a opinião de outras pessoas nas redes sociais. É interessante que 76% consideram mais importante a relevância da informação disponível na rede ou site da empresa do que o grau de aproximação com o autor. As categorias para as quais os internautas consideram mais importante conhecer a opinião alheia são eletrônicos (66%), serviços de telecomunicação (51%), turismo (37%) e entretenimento (36%).
Questionados sobre o por quê seguem uma marca, 65% responderam que buscam ações ou promoções específicas; 62% querem saber novidades em primeira mão; 59% são consumidores da marca e 46% querem receber descontos.  A mobilidade aparece como um grande facilitador da conexão. Nove em cada dez entrevistados desta pesquisa do Ibope Media possuem telefone celular e 44% têm acesso à Internet pelo telefone e 18% têm smartphone.
O engraçado é que o digital tomou conta de grande parte dos debates, pelo que fiquei sabendo. Um congressista pediu o microfone e, da plateia, fez algum comentário do tipo “Estamos em um evento de mídia e só falamos do digital”. Pois é, a vida é assim e tudo indica que o digital é cada vez mais um caminho sem volta. Querendo ou não, as marcas precisam estar preparadas e pensar nisso. Gina Indelicada, para ficar em um exemplo recente, não nos deixa esquecer disso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

É cor-de-rosa choque

Revista Fúcsia, da Bio Extratus: acerto no nome e no formato


Chegou uma nova revistinha para a minha coleção de customizadas: a Fúcsia, da Bio Extratus. Minha irmã a ganhou na Beauty Fair, feira de cosméticos que aconteceu em São Paulo no fim de semana. Eu não conhecia a marca nem a revista, mas a Bio Extratus é uma empresa de produtos para o cabelo e a Fúcsia é uma revista desenvolvida pela Editora 2X1 para eles.

De forma geral, a revista não tem nada de excepcional e cai naquela questão do projeto editorial amplo e com pouca alma da marca revelada que comentei quando fiz a breve análise da revista da Opaque. No entanto, tem alguns pontos positivos que acho que vale a pena destacar. O nome é ponto forte: Fúcsia, superfeminino e forte ao mesmo tempo. Transmite a impressão de coisa feita pensando especificamente na mulher, cliente majoritária da marca, penso. As mulheres têm a capacidade de entender as várias nuances de uma cor e nomeá-las. Descrever um vestido como verde nunca é suficiente, ele pode ser verde bandeira, verde militar, verde abacate, verde pistache, verde musgo, minted, verde oliva, verde água...e uma infinidade de cores que fogem do repertório masculino. Vejam bem, não quero subestimar ninguém, mas acredito que poucos homens sabem que fúcsia é um tom de rosa bem forte e isso dá a impressão de que a revista é feita para uma sociedade secreta dos seres que conseguem enxergar e nomear uma paleta infinita de cores.


Ela também tem um formato de bolso que eu particularmente gosto. Dá para levar na bolsa sem problema, manusear com tranquilidade em qualquer espaço. Em relação ao conteúdo, também percebo que existe ainda que muito sutilmente a intenção (que me parece válida) de estabelecer conexão entre beleza e autoconfiança, como uma reportagem com dicas de Reinaldo Polito para a mulher dominar as técnicas de falar em público. Podia ser mais, mas também podia ser bem menos. Ficou na média.
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